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Dados da Deficiência

 

Definição

A deficiência mental é comumente associada ao funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:

a) comunicação;
b) cuidado pessoal;
c) habilidades sociais;
d) utilização dos recursos da comunidade; (
Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)
e) saúde e segurança;
f) habilidades acadêmicas;
g) lazer;
h) trabalho.
 
Deficiência múltipla - associação de duas ou mais deficiências

 

Tipos

Os indivíduos portadores de deficiência mental não são afetados da mesma forma, assim, dependendo do grau de comprometimento. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 1976, essas pessoas eram classificadas como portadoras de deficiência mental leve, moderada, severa e profunda.

Contudo, atualmente, tende-se a não enquadrar previamente a pessoa com deficiência mental em uma categoria baseada em generalizações de comportamentos esperados para a faixa etária. O nível de desenvolvimento a ser alcançado pelo indivíduo irá depender não só do grau de comprometimento da deficiência mental, mas também da sua história de vida, particularmente, do apoio familiar e das oportunidades vivificadas.

Causas e Fatores de Risco

São inúmeras as causas e os fatores de risco que podem levar à instalação da deficiência mental. É importante ressaltar, entretanto, que muitas vezes, mesmo utilizando sofisticados recursos diagnósticos, não se chega a definir com clareza a etiologia (causa) da deficiência mental:

Os fatores de risco e causas pré-natais são aqueles que vão incidir desde a concepção até o início do trabalho de parto, e podem ser:
- Desnutrição materna;
- Má assistência à gestante;
- Doenças infecciosas: sífilis, rubéola, toxoplasmose, ( medicamentos teratogênicos ), poluição ambiental, tabagismo;
- Genéticos: alterações cromossômicas ( numéricas ou estruturais ) - Ex: Síndrome de Down, Síndrome de Matin Bell; alterações gênicas - Ex: erros inatos do metabolismo (fenilcetonúria), Síndrome de Williams, esclerose tuberosa, etc.

Os fatores de risco e causas periantos vão incidir do início do trabalho de parto até o 30° dia de vida do bebê, e podem ser divididos em: 
- Má assistência ao parto e traumas de parto. 
- Hipóxia ou anóxia ( oxigenação cerebral insuficiente ). 
- Prematuridade e baixo peso 9 PIG - Pequeno para idade Gestacional ). 
- Icterícia grave do recém nascido - Kernicterus ( incompatibilidade RH/ABO ).

Os fatores de risco e causas pós-natais vão incidir do 30° dia de vida até o final da adolescência e podem ser: 
- Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global. 
- Infecções: meningoencefalites, sarampo, etc. 
- Intoxicações exógenas ( envenenamento ): remédios, inseticidas, produtos químicos ( chumbo, mercúrio, etc ). 
- Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas, etc. 
- Infestações: neurocisticircose ( larva da Taenia Solium ).

 

Identificação

É preciso que haja vários sinais para que se suspeite de deficiência mental. Um único aspecto não pode ser considerado como indicativo de qualquer deficiência. Entre esses principais sinais estão o atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor (a criança demora para firmar a cabeça, sentar, andar, falar ) e a dificuldade no aprendizado (dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar).

Diagnóstico

Sempre que possível o diagnóstico da deficiência mental deve ser feito por uma equipe multiprofissional, composta pelo menos de um assistente social, um médico e um psicólogo. Tais profissionais, atuando em equipe, têm condições de avaliar o indivíduo em sua totalidade, ou seja:
• O assistente social através do estudo e diagnóstico familiar (dinâmica de relações, situação do deficiente na família, aspectos de aceitação ou não das dificuldades da pessoa etc.), analisará os aspectos sócio-culturais;
• O médico, através da anamnese acurada e exame físico (recorrendo a avaliações laboratoriais ou de outras especialidades, sempre que necessário) analisará os aspectos biológicos.
• O psicólogo e pedagogo farão, respectivamente, avaliação psicológica e o nível de deficiência cognitiva.

Posteriormente, em reunião, todos os aspectos devem ser discutido em conjunto pelos profissionais que atenderem o caso, para as conclusões finais e diagnóstico global, bem como para a definição das condutas a serem tomadas e encaminhamentos necessários, sendo então a família chamada para as orientações devolutivas e encaminhamentos adequados.

Desta forma, é mais fácil a orientação da família que, após entender as potencialidades do filho e suas necessidades poderá participar e cooperar nos tratamentos propostos. A participação familiar é fundamental no processo de atendimento à pessoa com deficiência mental.

O diagnóstico de deficiência mental é muitas vezes difícil. Numerosos fatores emocionais, alterações de certas atividades nervosas superiores, como retardo específico de linguagem ou dislexia, psicoses ou baixo nível sócio econômico ou cultural podem estar na base da impossibilidade do ajustamento social adaptativo adequado, sem que haja necessariamente deficiência mental. Estes fatores devem ser levados em conta e portanto adequadamente diagnosticados quando uma criança suspeita de ter uma deficiência mental é submetida à avaliação de sua capacidade intelectual permitindo a avaliação das possibilidades de inserção social da criança e orientando a abordagem terapêutica e educacional.

Prognóstico

 

Todo o investimento em programas de estimulação precoce, pedagogia e  Terapia Ocupacionais (profissionalizantes ou não) visa sempre o pleno desenvolvimento do potencial apresentado pelo indivíduo e a inserção social do mesmo a sua comunidade. Quanto maior for a integração social da pessoa tanto maiores serão as suas oportunidades de aceitação e inclusão na sociedade.